Auditoria das Demonstrações Contábeis

A informação contábil possui um ciclo que se inicia com o acontecimento dos fatos contábeis e vai até a validação da informação contábil por meio de uma auditoria contábil das demonstrações contábeis. Assim, os fatos contábeis acontecem, são escriturados, as demonstrações contábeis são geradas e em seguida as entidades, sejam elas com ou sem fins lucrativos, buscam um escritório de auditoria para encerrar o ciclo da informação contábil.

A auditoria das demonstrações contábeis tem por principal objetivo atribuir maior confiança às demonstrações para que estas possam ser utilizadas pelos seus usuários. O aumento dessa confiança é dado a partir de uma opinião de um auditor independente no sentido de indicar que as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.

Para alcançar esse objetivo é de extrema importancia que todo o processo da auditoria seja conduzida em conformidade com as normas de auditoria e também com as exigências éticas da profissão.

Nesse mesmo sentido, é necessário que o auditor independente, ao longo seu trabalho, obtenha um nível elevado de segurança razoável de que as demonstrações contábeis, como um todo, estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria.

Assim como na Perícia Contábil, os trabalhos de auditoria contábil devem ser conduzidos de forma bastante criteriosa e detalhista pois mesmo obtendo um nível elevado de segurança razoavel, sempre existirá limitações inerentes em uma auditoria, as quais resultam do fato de que a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião, é persuasiva e não conclusiva.

O atributo da materialidade nos trabalhos de auditoria contábil

 

Como norte para a identificação das distorções o profissional de auditoria deve sempre levar em conta a materialidade. De um modo geral são consideradas relevantes se for razoável esperar que, individual ou conjuntamente, elas influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis.

Julgamentos sobre a materialidade são estabelecidos levando-se em consideração as circunstâncias envolvidas e são afetadas pela percepção que o auditor tem das necessidades dos usuários das demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção, ou por uma combinação de ambos.

A opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um todo e, portanto, o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo.

O auditor deve exercer o julgamento profissional e manter o ceticismo profissional ao longo de todo o planejamento e na execução da auditoria e, entre outras coisas deve:

  • Identificar e avaliar os riscos de distorção relevante, independentemente se causados por fraude ou erro, com base no entendimento da entidade e de seu ambiente, inclusive o controle interno da entidade.
  • Obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir se existem distorções relevantes por meio do planejamento e aplicação de respostas (procedimentos de auditoria) apropriadas aos riscos avaliados.
  • Formar uma opinião a respeito das demonstrações contábeis com base em conclusões obtidas das evidências de auditoria obtidas.

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